quinta-feira, 31 de março de 2011

Concursos de Design: Você não vai querer terminar a sua graduação sem ter vencido um desses...

Hoje vou falar sobre os concursos que aparecem por todo o país! A maioria dos designers brasileiros vivem reclamando que não tem oportunidade, dizem que não tem emprego que pague bem, que não é uma profissão regulamentada, que tem que competir com micreiros e etc. É verdade, concordo com esses pensamentos. Mas quem disse que seria facil? Quem disse que era só fazer uma faculdade e pronto, vc ja estaria empregado e recebendo o teto da sua profissão totalmente regulamentada por um conselho? Com o design não funciona assim... O designer no Brasil, qualquer que seja a sua especialidade, pode ser comparado com um lutador de boxe e nunca a um feirante. Enquanto o feirante se estabelece em um local e aguarda o cliente vir até ele, o boxer tem que correr atras de lutas, tem que treinar pesado e nem sempre entrar em uma luta é garantia de vitória.
Os concursos de design são as nossas lutas. E a cada dia existem mais empresas dispostas a abrir concursos anuais, trazendo a oportunidade que muitos necessitam, principalmente se não conhecem pessoas influentes ou se não têm familiares donos de empresa... Nos concursos, as empresas esperam soluções para os problemas mais complexos do mercado e se você não conhece o mercado, considere-se sem chances de vencer. Para a empresa o concurso serve como porta de acesso para atividades ou produtos que se encontravam estagnados, mesmo que a idéia vencedora não seja utilizada, pessoas pensaram para chegar a tal idéia, analisaram, projetaram com o intuito de ser a melhor possibilidade e com isso a empresa ganha também, considere um serviço de consultoria sem vínculo empregaticio. Por outro lado, idéias vencedoras de concursos podem alavancar uma empresa estagnada para um patamar muito acima do que ela se encontra.
Pelo lado do designer, eu penso que ele deve tentar tudo o que aparecer pela frente, na medida do possível, pois sei que muitos estudam design mas acabam trabalhando 40 horas por semana em empresas que não tem nada a ver com o ramo. Participando de concursos de design, você adquire experiência em competições e começa a pensar em ter o seu diferencial. E quem sabe até pode ganhar um desses concursos e levar uma grana pra casa... Entre sem medo, não pense que a sua idéia é boba ou infantil, pois muitas idéias que pareciam bobas tornaram os seus criadores homens milionários.

Obs.: Alguns concursos são abertos somente para estudantes, portanto, não perca tempo!

terça-feira, 29 de março de 2011

Design Automotivo no Brasil: Quando teremos um carro elétrico?

Carros, motos e tudo mais que se pode encontrar nas ruas das grandes cidades, são necessidades de quem busca viver em uma cidade com mais de 500.000 habitantes. É ótimo ter um modelo de automóvel que seja adequado ao seu perfil ou mesmo um que não seja o ideal pra você mas, no entanto, que te faça sentir realizado ao dirigir. Ha gostos para todo tipo de ser capaz de dirigir um veículo automotor e até mesmo para os que ainda não são capazes. 

Como verdugos inerentes a tudo que fora citado, estam a poluição do meio ambiente, o barulho, a fumaça, a violência, etc. A Guerra do Petróleo é a consequência do desejo egoísta do homem. É comum ver pick-ups imensas com um único ser vivo no interior, eu ia dizer ser pensante, mas isso não vem ao caso... No trânsito urbano é necessario um carro grande? Você responde sem pensar muito que não. É necessario muita velocidade? Você pensa um pouco e conclui que não, afinal, o limite é sempre de 60km/h, salvo raras excessões. É preciso ter uma boa aceleração? Essa eu respondo por você: Sim, é necessário. Ao abrir o sinal, quem larga na frente leva vantagem sim. Você pode notar em situações na vida real em que o sinal esta vermelho, temo uma moto e um carro, ambos populares, um ao lado do outro, qual larga na frente na maioria das vezes? A moto. Por inúmeras razões, uma moto vai sempre significar mais agilidade no trânsito, por ser mais leve, não necessita de um torque gigantesco para mover do zero todo aquele peso do aço de um carro. Para o perímetro urbano isso é perfeito. Mas e que tal se retirarmos todos os excessos do carro? Teriamos o que o resto da humanidade chama de Smart... rsrsrs. Brincadeiras a parte. O que quero dizer é que mesmo tentando reduzir o carro ao seu limite, ainda não é nada perto da capacidade e o comportamento de um carro com motor inteiramente elétrico. Todo mundo ja deve ter ouvido falar a respeito do carro elétrico, alguns chegam a cultua-lo como sendo uma lenda ancestral... O que o futuro nos diz é que teremos veículos elétricos sim, resultando em um transito limpo e silêncioso, painéis solares serão espalhados por toda a cidade para abastecer o seu meio de transporte. Energia barata e limpa. Isso é uma realidade muito próxima, e por estar quase ao nosso alcance, o nosso país precisa acordar. Sim, se por enquanto não temos capacidade de construir um carro elétrico, que então comecemos por um modelo de motocicleta elétrica. Alguém ai ja deve estar pensando: mas ja não existem bicicletas elétricas? Sim existem, mas não tem a mesma capacidade de uma motocicleta a combustão. Existe a questão do preço da bateria de Lítio que até o momento não é muito barata. Mas todos sabem que no começo todo produto recém lançado tem o seu preço elevado. Imagine o trânsito sem motocicletas que, muitas delas, ainda são carburadas e não foram adequadas ao PROMOT 3? Seria um belo começo de um mundo melhor. Pensem nisso.




(Bicicleta elétrica, ideal para pequenas distâncias, até uns 5km de trajeto é perfeita e mantém o conforto. Arrisco dizer que o consumo é de aproximadamente R$0,01 por km rodado.)





(Elmoto, uma moto elétrica, ainda pouco divulgada, causa estranhesa pelo design menos volumoso. Mesmo sem muita propaganda, é uma das mais famosas motos elétricas.)

segunda-feira, 28 de março de 2011

Toy Design: Não, não vou falar só de Toy Art....

Pegue um bonequinho do Mickey de vinil, pinte do seu jeito, depois diga que é Toy Art e cobre muito caro pelo boneco. Acha absurdo? Pois então... Eu também... Pense em algo sem sentido, que vira febre mundial e que todo mundo vai na cola. Não estou dizendo que todo Toy Art seja sem sentido, alguns mostram um grande potencial artístico, no entanto, são minoria. O verdadeiro Toy Art é sim uma manifestação artística de verdade, mas é só isso, passa longe de ter um bom design. Quando você digita "Toy Design" no google, as respostas são variadas, mas na maioria serão sobre Toy Art. O que vale lembrar, é que o Design de Brinquedos é uma vertente pouco concentrada no Brasil. Existem varias barreiras que inibem o interesse no desenvolvimento de brinquedos no país. Uma delas, acredito que seja de ambito mundial, é a questão das licensas. Basta notar o quanto vende qualquer brinquedo com um logo do Ben 10 ou do Naruto... É inimaginável... Mas também ha o pouco reconhecimento... É sim, quem cria brinquedos no Brasil não tem os olhos dos pais voltados para si ou mesmo o respeito deles. Mesmo que você crie algo que possa ajudar na educação dos filhos deles, não vai passar de um brinquedo, ai sim em conotação pejorativa, que o ser vai largar quando amadurecer. A importância do brincar é posta a prova sempre. Mas esses questionamentos não são nada quanto o medo que muitos designers tem ao envolver-se com a criação de brinquedos. Sim, é verdade, é um medo que congela a espinha dorsal e da calafrios da cabeça aos pés. Você não pode criar qualquer coisa para uma criança botar na boca, furar o olho ou até mesmo engolir e morrer asfixiada... Entende? Você pode criar um carro que não tenha segurança nenhuma e mesmo assim, perante a lei, vai estar melhor que alguém que criou um brinquedo com tinta tóxica... Agora, o que me frustra, é saber que tem gente que perde tempo no desenvolvimento de jogos e brinquedos em geral sem o menor coeficiente educacional... A criança brinca somente para passar o tempo de deixar os pais em paz. Se você tem interesse em criar brinquedos que façam parte da infância dos pequenos, comece por pensar em algo que eles possam aprender por meio da diversão. E ai sim, essa será a área mais influente de todo o Design, pois vai mexer diretamente com a criança e sua educação, ou seja, a infância é quando a argila esta mais mole para modelar o adulto.

(Munny, exemplo de Toy Art, é um dos mais famosos brinquedos para adultos do mundo.)





(Warhammer, um dos jogos de miniatura mais antigos do mundo. Suas miniaturas são consideradas obras de arte pelo nível de detalhes em peças tão pequeninas. Serve tanto para os mais velhos quanto os mais novos, sem limite de idade.)





(Warhammer possui regras complexas, vc pode montar um exército de possibilidades infinitas.)





(Por fim, as clássicas figuras de ação. Ajudam a criança a desenvolver a fantasia, o faz de conta, etc. Existem inúmeras figuras em todo o mundo e para todos os bolsos.)

domingo, 27 de março de 2011

O Começo, Brainstorm e Geração de Alternativas.

Ahhh o começo (suspiro)... Tudo parte de uma ação que desencadeia um turbilhão de idéias, das coisas nascem coisas, como diria Bruno Munari, será mesmo verdade? Partindo desse questionamento, chegamos a duvidar da capacidade de criar de certas ferramentas como o Brainstorming ou a Geração de Alternativas. No meu ver, quando fazemos uma Geração de Alternativas, compilamos todos os nossos conhecimentos acerca da forma pré-concebida e tentamos encontrar algo que nos sugira novidade ou que se adeque ao que precisamos. Afff... Não vou demorar pra dizer que isso é sim uma ferramenta medíocre de quem não conhece o mundo onde vive... Afinal, quando um desenhista retratista faz um desenho, capta todas as nuances que formam o rosto de alguém pela observação. Ja um designer, quando precisa criar, buscando em seu arquivo de formas mentais as que serão copiadas para o seu projeto. No entanto, quando um designer tem dificuldade de acessar essas formas, ele deve buscar ativar a sua memória visual através de desenhos. O que pode se tornar impossível se o designer estiver preocupado, com a cabeça cheia ou mesmo desconhecer muitas formas. Ao fazer a geração de alternativas acaba chegando sempre a formas parecidas ou a formas básicas por demais.

Por isso, um designer deve abrir a sua mente, ampliar-se verticalmente para que não caia na mesmice. Deve procurar inspiração na arte, na escultura, na música, na mecânica, em outros designers, na natureza, etc. O designer deve buscar ambientes inspiradores. Deve ter um local confortavel para criar, pode ser um escritório com uma escrivaninha e prancheta ergonomicos com objetos que tragam inspiração.
(Estúdio de Randy Bowen)



.